Orla Rio promete renovar 40 quiosques na Barra até junho

Orla Rio promete renovar 40 quiosques na Barra até junho

Os tapumes que escondem as reformas dos quiosques na orla da Barra e do Recreio têm data para sumir da paisagem. Até 10 de junho, os 20 canteiros de obras — que abrangem 40 quiosques — devem ser desfeitos, e os contêineres provisórios precisam desaparecer. E, depois disso, por determinação da prefeitura do Rio, nenhuma construção poderá ser iniciada até o fim dos Jogos Olímpicos, segundo a Orla Rio, concessionária que administra os quiosques. Sendo assim, os trabalhos só devem ser retomados em outubro. A previsão da empresa é que até o fim de 2017 os cerca de 100 operadores que não integram esta primeira etapa também tenham seus estabelecimentos renovados.

As obras começaram em dezembro, quando a Orla Rio conseguiu todas as licenças ambientais. Os quiosqueiros puderam optar entre paralisar temporariamente suas atividades ou trabalhar em instalações provisórias, montadas nos contêineres. O espaço interno dos novos quiosques passará dos atuais 15m² para 30m². Eles ainda terão depósito no subsolo, banheiros, deques e coberturas mais extensas e placas de captação de energia solar, que podem proporcionar até 40% de economia de energia.

Cada quiosque duplo contará com 20 conjuntos de mesas e capacidade para 80 pessoas. Os deques terão cobertura fixa e medidas de até 60m². E o subsolo será construído embaixo da área do mobiliário, sem avançar na faixa de areia.

A expectativa de obter patrocínio para a reforma ou contar com recursos dos quiosqueiros não se concretizou, e por isso a Orla Rio arcará com todo o custo, não informado.

— O operador não vai ter custo com a obra, mas terá mais responsabilidades, entre elas, a obrigação de trabalhar de domingo a domingo. O gasto dele será com mobiliário e qualificação profissional. Intermediamos uma linha de crédito com taxa subsidiada e até 60 meses para pagar — diz o vice-presidente da Orla Rio, João Marcello Barreto.

A comerciante Rosana Lameirinhas, presidente da Coopquiosque, estima que gastará entre R$ 150 mil e R$ 200 mil para modernizar seus dois quiosques. Ela terá que, no mínimo, triplicar sua equipe de quatro funcionários e apresentar um plano de negócios que agrade à Orla Rio. E já investe em qualificação:

— A expectativa é que o movimento e o lucro também sejam triplicados.

A operadora Guilhermina de Souza Oliveira não tem o mesmo ânimo. Seu quiosque não foi incluído na primeira fase das reformas, e não há previsão de quando passará por obras. Além disso, ela não tem certeza de que quer as mudanças:

— É muita responsabilidade, e, com mais gente para trabalhar e aluguel mais caro, vai aumentar a despesa. A Barra não é a Zona Sul, que tem movimento até no inverno.

Barreto não tem dúvidas de que as mudanças serão vantajosas para comerciantes e clientes. Confia na expansão do turismo e se baseia numa pesquisa do Ibope, encomendada pela Orla Rio, que mostra que, em 2000, apenas 3% dos frequentadores da Praia de Copacabana eram atraídos pelos quiosques, enquanto em 2013 esse número subiu para 60%:

— A gente acredita que vai trazer uma nova opção de lazer para os moradores da Barra e do Recreio. Mas não adianta construirmos uma infraestrutura dessas e o serviço deixar a desejar.

Fonte: O Globo-Barra

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