Prefeitura anuncia plano para mobilidade olímpica

Prefeitura anuncia plano para mobilidade olímpica

A Prefeitura do Rio de Janeiro divulgou no início de janeiro o Plano Olímpico de Mobilidade, afim de orientar o planejamento das operações de trânsito, transporte e logística de 1º a 28 de agosto, quando serão realizados os Jogos Olímpicos. Entre as medidas estão a definição de 260 km de faixas prioritárias, o acesso aos locais de competição somente por transporte público e a criação do Cartão de Transporte Olímpico, passaporte individual sem limite de viagens diárias que será aceito nos ônibus municipais, metrô, vans credenciadas, trens, VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e barcas, além dos teleféricos do Alemão e da Providência.

Durante o evento, que deve atrair 450 mil turistas, o Rio de Janeiro será dividido em 4 zonas principais: Barra da Tijuca (Zona Oeste), Maracanã e Deodoro (Zona Norte) e Copacabana (Zona Sul). Cada região contará com um plano específico, elaborado com base na capacidade de assentos e na demanda por transporte até os locais de competição.

Para garantir a mobilidade da família olímpica, a cidade vai oferecer uma rede de rotas que vão priorizar as jornadas dos atletas para os locais de prova, aumentando a confiabilidade nos tempos de viagem e minimizando os impactos sobre o tráfego geral da cidade. As vias que integrarão os trajetos para os locais dos eventos esportivos terão faixas exclusivas, por onde passarão a família olímpica, veículos credenciados e oficiais, de forças de segurança e emergência (bombeiros e ambulâncias). As rotas olímpicas terão 260 km de extensão no total e serão pintadas na cor verde.

A circulação de veículos pelas faixas será orientada por três tipos de prioridade. Nas dedicadas (164 km), somente os veículos olímpicos poderão passar – haverá monitoramento por radares eletrônicos durante 24h. Nas prioritárias (BRS e faixa seletiva da Avenida Brasil, 60 Km), os carros da família olímpica vão dividir a pista com ônibus e táxis. Já nas faixas compartilhadas (36 Km), os veículos de passeio também poderão circular.

Entre as vias que terão faixas exclusivas 24 horas estão a Linha Amarela, a Avenida das Américas (trecho entre as avenidas Érico Veríssimo, na Barra, e Salvador Allende, no Recreio), o Túnel do Joá e o Aterro do Flamengo. Entre as vias compartilhadas está a Autoestrada Lagoa-Barra, por exemplo. Na Zona Sul, a Avenida Niemeyer será totalmente fechada ao trânsito para a passagem exclusiva dos veículos olímpicos e de moradores. Durante os Jogos, também serão implantadas alterações nos horários da área de lazer na Zona Sul, que será suspensa a do Aterro do Flamengo, aos domingos e feriados; em Copacabana e Ipanema será mantida, com exceção dos dias de provas de ruas.

O novo sistema de transporte público do Rio em 2016 contará já com a utilização da linha 4 do Metrô, conectando a Barra com Zona Sul/Centro; o BRT Transolímpica, conectando a Barra com Deodoro; a extensão do BRT Transoeste até o Jardim Oceânico, conectando com o metrô Linha 4; a ligação do BRT na Avenida Abelardo Bueno, conectando o BRT Transolímpica com o BRT Transcarioca; novos serviços de BRT; VLT na área central; redução dos intervalos dos ramais da Supervia e reorganização das linhas de ônibus.

Cobrança

O acesso do público, de voluntários e de funcionários terceirizados aos locais de competição só poderá ser feito por transporte público e com a utilização do Cartão Olímpico. Todos os trajetos para as instalações esportivas serão atendidos por BRT, trem ou metrô. Serão 5,5 milhões de tickets para o público geral, divididos nas quatro zonas: Barra (52%); Maracanã (29%); Deodoro (12%) e Copacabana (7%). A compra do cartão poderá ser feita pela internet com entrega nacional mediante pagamento de taxa. O início de validação do cartão será determinado no primeiro embarque.

Os cartões serão aceitos fora do município apenas em estações de trem da Supervia e na estação das Barcas na Praça Araribóia, em Niterói. Os cartões só serão válidos no período das Olimpíadas e permitirão três tipos de recarga: para um dia (R$ 25); três dias (R$ 70) e sete dias (R$ 160). Por segurança, o cartão, que poderá ser comprado tanto pelo público que for assistir aos Jogos como também pela população em geral, permitirá o embarque sem validação nas catracas no final das partidas (sistema free flow).

A Secretaria Municipal de Transportes poderá adotar outras mudanças durante o período olímpico para garantir o êxito das operações de trânsito e de transporte público na cidade. Entre elas, poderá ser decretado feriado ou ponto facultativo no município; serviços como coleta de lixo domiciliar e reparos em vias públicas poderão ter horários alterados, bem como as autorizações para carga e descarga. A oferta de vagas públicas também poderá ser reduzida. O estímulo ao home office, férias coletivas, férias de trabalho, uso de bicicletas, ao fretamento e a carona também estão sendo avaliados pela prefeitura. O planejamento, que poderá receber ajustes antes das competições a partir de atualização de dados, leva em conta os horários das competições esportivas em cada instalação.

Tecnologia

O plano também inclui a implantação de aplicativo para celular, através do qual os cariocas e espectadores dos jogos terão acesso a um planejador de viagens por transporte público. O sistema dará informações precisas, em tempo real, sobre a rede de mobilidade, como trajetos de trens, ônibus municipais, BRT, metrô e barcas e as instalações esportivas.

A ferramenta fará um planejamento automático das viagens, de acordo com os locais de origem e destino, levando em consideração as viagens multimodais, para que o trajeto seja feito em menor tempo. O serviço também estará disponível em outros idiomas.

Fonte: ADEMI-RJ – Jornal do Commercio

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